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Transporte Ativo

O transporte ativo, ao contrário do transporte passivo, é um fenômeno realizado pela membrana com gasto de energia.

Certas moléculas são capazes de atravessar a membrama contra um gradiente, exigindo um consumo de energia pela célula.

Na membrama existem moléculas transportadoras ligadas à sua estrutura, são as chamadas proteínas transportadoras, que controlam, por exemplo, a passagem de íons Na+ (sódio) e K+ (potássio).

Transporte Passivo

O transporte passivo é um fenômeno que, graças à semipermeabilidade da membrana celular, permite a passagem de soluto (diálise) e solução (osmose) sem gasto de energia.

A osmose é a passagem de solução do meio menos concentrado (hipotônico) para o meio mais concentrado (hipertônico) com o objetivo de permanecer iguais (isotônico) os meios. Ao mesmo tempo que ocorre a osmose, há uma passagem lenta e gradual de soluto (diálise) do meio hipertônico para o meio hipotônico.

Uma célula colocada em meio muito concentrado tende a perder muita água, tornando-a plasmolisada, ou seja, ocorre diminuição de seu volume. Se for colocada em um meio pouco concentrado ela fica túrgida, ou seja, aumenta seu volume com a entrada de água, podendo causar a ruptura de sua membrana.

Tipos de Células

Células lábeis

Estas são células com tempo de vida curto, durando apenas alguns meses. Esses tipos de células não se organizam em forma de tecido. Assim são os gametas (espermatozóides e óvulos) e as hemácias (glóbulos vermelhos do sangue).

Células estáveis 

Estas outras constituem a maioria nos organismos. São células que se diferenciam durante o desenvolvimento embrionário e se multiplicam ao longo de sua vida. Quando algumas morrem, novas surgem no lugar por meio de mitoses. Uma célula humana sadia se multiplica de 20 a 50 vezes. 

Células permanentes 

Estas resutam de uma diferenciação celular precoce no embrião. Com de terminada a formação do embrião elas apenas acompanharam seu desenvolvimento, alongando-se. É isso que acontece nas células musculares e ósseas.

Mitose

Mitose é uma forma de divisão celular que ocorre em células somáticas, que tem como função a renovação e regeneração dos tecidos, assim como o desenvolvimento do organismo.

Na mitose as células-filhas tem o mesmo número de cromossomos que a célula-mãe, e são geneticamente iguais, portanto, a mitose é conservativa.

Antes de começar a divisão o núcleo celular entra em um período de atividade metabólica elevada, conhecida como intérfase. Na intérfase há produção de RNA e proteínas (fase G1 e G2) e a duplicação dos cromossomos (fase S) que ocorre entre G1 e G2. Terminando esse processo começa o período de divisão. Por algum motivo a célula pode desistir de se dividir durante a intérfase.

Prófase

O início desta fase é marcada pela individualização dos cromossomos. Depois dessa separação, os centrílos migram para os pólos da célula e forma-se o fuso mitótico ou fuso acromático. Ao final desta fase ocorre a desmontagem da carioteca (membrana nuclear).

As células vegetais não tem centríolos, mas se forma a fibra do áster igualmente.

Metáfase

Nesta fase os cromossomos se alinham no meio da célula formando a placa equatorial, e os centrômeros  se ligam às fibras do áster do fuso mitótico. Depois da formação do fuso os centrômeros se dividem e as cromátides que formavam um mesmo cromossomo se dividem.

Anáfase

Nesta fase os cromossomos são divididos em dois blocos e puxados pelas fibras do fuso para os pólos da célula, caractrerizando  a ascendência polar.

Telófase

Os cromossomos chegam aos pólos e começa a despirilização. A carioteca se reconstitui ao redor de cada cromossomo, individualizando núcleos celulares. O citoplasma se divide, fenômeno conhecido como citocinese, e as organelas citoplasmáticas se distribuem igualmente para cada célula, terminando assim a divisão celular.

Nas células vegetais a citocinese acontece de fora para dentro, forma contrária da célula animal.

Meiose

Meiose é uma forma de divisão celular que ocorre em células para formação de gametas, que tem como função a reprodução dos indivíduos pela fusão de seus núcleos haplóides, exceto em casos de partenogênese que ocorre em algumas espécies.

Na meiose as células-filhas (haplóides) são geneticamente diferentes da célula-mãe (diplóide).

Neste tipo de divisão ocorre a divisão I (reducional) e a divisão II (equacional). 

Divisão I 

Como a prófase I da meiose I é longa, é dividida em subfases:

Leptóteno

Individualização dos cromossomos pelo espirilamento dos cromonemas. 

Zigóteno

Ocorre a sinapse (pareamento dos cromossomos homólogos).

Paquíteno

Máxima condensação dos cromossomos.

Diplóteno

Repulsão dos centrômeros. Os cromossomos se afastam tornando visível os quiasmas (ponto de cruzamentos entre as cromátides). Nesta subfase pode ocorrer o crossing-over ou permutação (troca das extermidades dos quiasmas) que potencializa a variabilidade genética das espécies. 

Diacinese

Fim do cruzamento das cromátides e separação dos cromossomos permutados. Ocorre a desmontagem da carioteca.

Terminada a prófase I a célula entra em metáfase I, com a formação da placa equatorial e, diferente da metafáse da mitose onde as cromátides de separam, não ocorre a separação das cromátides, ou seja, a célula continua 2n.

Outra diferença entre as fases é que na metáfase da mitose os cromossomos se organizam individualmente pelas fibras do áster, enquanto que na metáfase I da meiose eles se organizam aos pares.

Depois de terminada a metáfase I, a célula entra na anáfase I, com a ascensão polar das cromátides. Finalmente, se inicia a telófase I, com a reconstituição do núcleo e a divisão do citoplasma. 

Divisão II 

A divisão II, semelhante a uma mitose, cada cromossomo sofrerá separação de suas cromátides durante a metáfase II, originando as células haplóides (n).

Células Procarióticas

Alguns seres unicelulares apresentam uma estrutura rudimentar, pois não possuem organização e orgânulos definidos.

Seu núcleo não é organizado, ficando o seu material genético (plasmídeo) disperso no hialoplasma. Alguns ribossomos realizam a sínese de proteínas dentro dela.

A membrana celular de origem lipoprotéica é revestida por uma parede celular formada de celulose, com dobramentos denominados de mesossomos, que realizam suas trocas gasosas.

Células Eucarióticas

As células eucarióticas, existentes na maioria dos animais e vegetais, possuem organelas membranosas em seu citoplasma. São denominados seres eucariontes aqueles que suas células possuem um núcleo organizado. Esse núcleo é revestido por uma membrana nuclear, a carioteca.
 
As organelas mais comuns a uma célula eucariótica são: mitocôndrias, retículo endoplasmático, complexo de Golgi, cloroplastos, centríolos, lisossomos e ribossomos.

A membrana plasmática que reveste a célula é semipermeável. Ela serve para separar o meio externo de seu interior e realizar algumas trocas por difusão ou transporte.

A diferença entre célula eucariótica animal e célula eucariótica é que a primeira não tem uma parede celular de celulose, e os centríolos são exclusivos de célula animal. A célula vegetal possui outra diferença, os plastos, com pigmentados responsáveis pela fotossíntese.