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Especiação

Especiação é o processo evolutivo pelo qual as espécies se formam. Este processo pode ser gradual (anagênese) ou ocorrer pela divisão de uma espécie em duas por irradiação adaptativa (cladogênese). A especiação também pode ser induzida artificialmente, através de cruzamentos e experiências laboratoriais.

Existem quatro tipos de especiação:

Alopatria

Na especiação alopátrica, a população inicial divide-se em duas populações alopátricas por meio de isolamento geográfico provocado pelo ambiente. Essa populações diferenciam-se genotipicamente e fenotipicamente, devido aos diferentes fatores que ambientais que cada uma passará. Após um período, quando as espécies voltam a se relacionar, não são mais capazes de trocar genes.

Simpatria

Na especiação simpátrica, as populações divergem quando ainda ocupam a mesma área. Vários mecanismos genéticos como poliploidia e hibridização causam esse tipo de especiação.

Peripatria

Tipo especial de especiação alopátrica em que uma das populações isoladas é muito menor do que a outra. Neste caso, as populações pequenas sofrem do efeito de gargalo (impedimento de se reproduzir).

Parapatria

Na especiação parapátrica não há separação geográfica completa entre as duas populações isoladas, permitindo assim uma pequena troca de genes entre elas.

Irradiação Adaptativa

Irradiação Adaptativa é um processo de diferenciação progressiva que as espécies sofrem quando uma população é dividida, sendo as partes afastadas uma da outra. Uma vez isoladas, essas espécies sofrem mutações, mudando gradualmente suas características fenotípicas e genotípicas, se tornando espécies diferentes.

Adaptações são transformações induzidas pelo ambiente, e ocorrem ao acaso. As novas espécies que se formam tornam-se mais aptas ao meio.

Convergência Adaptativa

Convergência Adaptativa é um processo de diferenciação em que a espécie sofre mutações que a adaptam a um ambiente em que outras espécies passaram por adaptações semelhantes. É o caso de animais de um mesma hábitat, como o tubarão e o golfinho, ou como as diferentes zebras existentes na África.

Adaptações são transformações induzidas pelo ambiente, e ocorrem ao acaso. As novas espécies que se formam tornam-se mais aptas ao meio.

Teoria Sintética da Evolução

A Teoria Sintética ou Teoria Moderna da Evolução associa o conhecimento do mutacionismo, da Seleção Natural e da especiação.

De acordo com essa teoria de síntese, a evolução acontece acidentalmente e gradualmente. As mutações, seja por seleção ou especiação, que tornam possível o aparecimento de novas espécies.

Darwinismo

Teoria proposta pelo naturalista britânico Charles Darwin (1809-1882), e apresentada em seu livro The Origin of Species, de 1859, trouxe as primeiras evidências da evolução das espécies.

Durante sua viagem a bordo do navio Beagle, passando pelo Brasil e terminando nas ilhas Galápagos, no Equador, Darwin observou que as espécies lutavam pela sobreviência. A escassez de alimento contribuiria com isso. Essa ideia foi baseada já na conhecida teoria do economista Thomas Malthus - as populações crescem em progressão geométrica, enquanto os alimentos crescem em progressão aritmética.

Com base nisso, Darwin concluiu que as espécies seriam selecionadas naturalmente, ou seja, os mais fortes ou aptos sobreviveriam. Sua teoria ficou conhecida como Seleção Natural. No entando, ela teve alguns erros: Darwin não sabia como algumas espécies se conservavam (na época não se tinham conhecimento da Genética), e a relação de sua teoria com Malthus, que hoje não é mais aceita (a própria natureza faz um controle das espécies quando há escassez de comida, como por exemplo, queda de natalidade e alta mortalidade).

Lamarquismo

Lamarquismo ou Teoria dos Caracteres Adquiridos foi a primeira teoria evolucionista, proposta pelo naturalista francês Jean-Baptiste de Lamarck (1744-1829), durante o século XVIII.

A teoria de Lamarck fundamentava-se que os animais estariam sujeitas a hipertrofias e atrofias em seus órgãos, em decorrência de sua utilidade. Essas alterações teriam influência do meio e seriam transmitidos hereditariamente. Essa teoria ficou conhecida como Lei do Uso e Desuso.

De acordo com sua teoria, a girafa teria sido portadora de um pescoço curto, que, pelo hábito de se alimentar de folhas do alto das árvores, seu pescoço e membros anteriores foram alongados. Cada aumento era transmitido para o seu descendente.

Fixismo

Fixismo ou crença da Criação Especial, é uma corrente do século XVIII. Ela procurava explicar que as espécies não são imutáveis, e que através do tempo e da ação do meio (como catástrofes e dilúvios, segundo a Bíblia) teriam sofrido algumas transformações.

Um de seus maiores defensores foi Lineu, responsável pela classificação biológica. Ele dizia que as espécias são tantas quanto saíram das mãos do Criador.

Essa crença só foi abandonada quando o geólogo Charles Lyell publicou, em 1833, no seu livro Principles of Geology, um estudo sobre a estrutura das placas da crosta terrestres, antecedendo a teoria da Deriva Continental, de Alfred Wegener, em 1912.

Mutacionismo ou Neodarwinismo

No começo do século XX, o reconhecimento dos estudos do monge e botânico austríaco Gregor Mendel (1822-1884), estabelecendo as primeiras leis da genética, permitiu conceituar uma nova ideia sobre a evolução das espécies.

O Mutacionismo, criado pelo biólogo holandês Hugo de Vries (1848-1935), baseou-se na Seleção Natural de Darwin, eliminando a hereditarieade dos caracteres adquiridos, e integrou as variações genéticas que os indivíduos passam aos descendentes.