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Monocotiledôneas e Dicotiledôneas

A semente é um óvulo modificado e desenvolvido, que possui uma reserva alimentar chamada endosperma ou albúmen, que contém o embrião. O embrião é formado pela radícula, primeira estrutura a germinar, e o caulículo, que forma as folhas. Essa folha recebe o nome de cotilédone. Quando um embrião tem apenas um cotilédone, ela é monocotiledônea, quando tem dois cotilédones, é uma dicotiledônea.

As monocotiledôneas, o caule não forma tronco e não possui espessura. As folhas são paralelinérvea, ou seja, estreitas e apresentam nervuras paralelas. A raiz se assemelha a um ramo, de pequeno porte. Suas flores são trímeras, ou seja, os elementos florais (sépala, pétala e estame) são múltiplos de três.

Exemplos: arroz, trigo, banana, milho, cana-de-açúcar, coqueiro, palmeira e abacaxi.

As dicotiledôneas em muitas espécies o caule forma trncos e alcançam grandes alturas e espessura. As folhas são reticulinérveas, ou seja, apresentam nervuras semelhantes a uma rede. As flores são tetrâmeras ou pentâmeras, ou seja, os elementos florais (sépala, pétala e estame) são múltiplos de quatro ou cinco, e as suas raízes forma um eixo com ramos (raiz axial ou pivotante).

Exemplos: feijão, café, soja, amendoim, eucalipto, beterraba e cenoura.

Tecidos Condutores

Os tecidos de absorção e condução participam dos mecanismos de nutrição celular dos vegetais. Compreende estes os pêlos absorventes e os vasos condutores.

Os pêlos absorventes são prolongamentos das células epidérmicas da raíz, servindo assim para aumentar a superfície de contato com o meio externo que, por transporte ativo, permite a entrada de sais.

Os vasos condutores de seiva compreendem os vasos lenhosos e os vasos liberianos. Os primeiros são formados por células lignificadas que, com o desaparecimento das membranas de separação entre elas, surge um ducto por onde passa correr a seiva bruta, água com sais absorvida pelas raízes. Ao conjunto de vasos lenhosos, células esclerenquimatosas do tecido de sustentação e parênquima lenhoso dá-se o nome de xilema ou lenho.

Os vasos liberianos são formados por células vivas. As membranas de separação entre as células encontram-se pequenos orifícios ou crivos, que servem de comunicação entre o interior das células. Por esta razão os vasos liberianos serem também chamados de vasos crivados. Ao redor destes vasos ocalizam-se fibras esclerenquimatosas liberianas, também com função estrutural, e células anexas, com função de proteção. A esse conjunto dá-se o nome de floema ou líber.

Tecido de Sustentação dos Vegetais

Apenas vegetais de grande porte necessitam de um sistema complexo de sustentação. Esse sistema é o estereoma, um conjunto de tecidos em que as células formam fibras que sustentando o caule.

Existem dois tipos de estereoma: o colênquima e o esclerênquima. O primeiro é formado por células vivas mais distantes das células vizinhas, e mais numeroso; o segundo as células distribuem-se em esclerenquimatosas e escleritos.

As células esclerenquimatosas são fulsiformes e longas com suas paredes revestidas por lignina, por esta razão são células mortas, pois a lignina é impermeabilizante. Os escleritos são células irregulares e possuem também sua parede revestida de lignina.

Tecido de Revestimento dos Vegetais

Nos vegetais superiores (gimnospermas e angiospermas) os tecidos de revestimento são o tecido epidérmico ou epiderme e o tecido suberoso ou cortiça.

A epiderme é o tecido das partes verdes da planta, principlamente do caule e folhas, e também nas raízes. As células epidérmicas têm a parede celulósica mas a parte exterior, que fica em contato com o ar atmosférico é, às vezes, revestido por cutina, que impermeabiliza o caule e evita a perda de água. O acúmulo de cutina é chamado de cutícula.

A cortiça é um tecido morto que reveste principalmente o tronco. Aonde anteriormente havia células vivas restaram espaços vazios, delimitados pela suberina, formando uma espécie de rede.

Tecidos Embrionários Vegetais

Todos os tecidos encontrados numa planta originaram-se do tecido meristemático do caule e raiz, portanto, são tecidos indiferenciados, em que suas células se diferenciam em tecidos permanentes maduros. Existem dois tipos de tecidos meristemáticos: o meristema primário e o meristema secundário.

O meristema primário localiza-se na zona apical ou ápice dos caules e na zona subapical das raízes. Nas briófitas e pteridófitas existem uma única célula apical no caule que desempenha o papel dos outros meristemas. Nas gimnospermas e angiospermas os meristemas compreendm o caliptrogênio, o dermatogênio, o periblema e o pleroma.

O caliptrogênio é encontrado nas raízes, pois origina a caliptra (coifa); o dermatogênio origina os tecidos de revestimento (epiderme); o periblema origina os parênquimas coticais (córtex) e o pleroma é responsável pela formação dos tecidos centrais (estelo).

O meristema secundário surge na estrutura da planta, no caule e na raíz. São células que se mantêm indiferenciadas e compreendem o câmbio e o felogênio, responsáveis pelo crescimento em espessura da planta.

Fotossíntese

A fotossíntese é um processo de obtenção de energia nos seres autótrofos clorofilados, que produzem seu próprio alimento, dada pela seguinte equação:

6 CO2 + 12 H2O → C6H12O6 + 6 H2O + 6 O2

Em termos, a fotossíntese tem duas fases: uma fase luminosa (fotoquímica) e uma fase escura (química).

Na fase fotoquímica a clorofila, pigmento verde encontrado nos cloroplastos da célula, têm a capacidade de reter a energia luminosa do sol e transformá-la em energia química, que é usada para realizar as reações de produção de matéria orgânica.

A fase química ocorre no estroma do cloroplasto, aonde ATP's (moléculas de energia) são produzidos e a glicose é sintetizada. Aqui ocorre o desprendimento do oxigênio da moléculade água.

Abaixo, o vídeo mostra especificamente todo o processo: